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A promoção da incompetência

Promover profissionais a um nível mais elevado na hierarquia sempre foi prática comum em todas as organizações, porém, é cada vez maior a quantidade de pessoas que após serem promovidas vêm suas vidas se encherem de atribulações como consequência de suas promoções.

Enquanto está no domínio absoluto de sua competência o profissional parece demonstrar com facilidade às suas lideranças que seria a alternativa ideal para ocupar um lugar num nível superior e manter a mesma produtividade. Acontece que na maioria dos casos nem o próprio candidato nem as suas lideranças têm consciência dos limites de sua competência.

É comum ver-se o melhor vendedor assumir a chefia da equipe de vendas, o melhor mecânico virar chefe de oficina, o melhor pedreiro se tornar mestre de obras ou o melhor professor ser promovido a diretor da escola.

Ser um trabalhador incansável, dedicado e comprometido não significa de forma alguma possuir capacidade para coordenar equipes de trabalho, existem diferenças abismais entre saber fazer e saber organizar, incentivar e influenciar.

O trabalho que produz resultados satisfatórios é realizado pelos trabalhadores que atuam ao nível de sua competência máxima, ao passo que após serem promovidos ao nível de incompetência estes mesmos trabalhadores passam a protagonizar a desordem e a queda de produtividade na organização levando assim suas lideranças a concluir que suas promoções foram um lastimoso erro de estratégia.

Promover é necessário e importante para manter a motivação de carreira no profissional e até mesmo para fazer com que a organização tenha em seus mais elevados cargos pessoas que conheçam todas as funções e responsabilidades de todos os níveis hierárquicos, porém é necessário que o processo de apreciação que pretende promover um profissional seja cada vez mais rigoroso em seus critérios avaliativos para evitar que pessoas, lideranças e organizações se frustrem e ponham em dúvida a importância de uma bem sucedida carreira profissional.

As organizações precisam de bons profissionais, mas promover nem sempre significa elevar a qualidade.

Manuel Azevedo


As novas tecnologias na comunicação e as pedras no seu caminho

É já muito claro para todos nós que a utilização das novas soluções tecnológicas em dispositivos móveis por parte do comum cidadão constitui uma tendência sem retrocesso.

Mas as “pedras do caminho” que continuam impedindo que este processo se desenvolva a um ritmo mais acelerado estão longe de uma solução a breve prazo. Grandes empresas, e digo grandes em faturamento, têm ainda muitas dificuldades em aderir a esta tendência porque suas lideranças são ainda provenientes de formações inaptas ao domínio destas tecnologias e isso os incompatibiliza e até de certa forma amedronta e impede de as adotar.

Somo por isso levados a opinar que: para que as novas tecnologias adotadas em dispositivos móveis ao estilo smartphone possam atingir os níveis de satisfação que se propõem seus fabricantes seria necessário que as lideranças empresariais fossem ocupadas por gente mais jovem e de mente mais aberta ao conhecimento.

Não sou contra a experiência da vida, pelo contrário, a uso e divulgo no meu dia-a-dia como muito importante, mas reconheço que minha geração está ficando obsoleta e que precisa ter coragem de aceitar essa condição e ousadia para entregar aos jovens a importante tarefa de modernizar a forma como o mundo corporativo necessita se comunicar com seus clientes.

Há alguns dia atrás visitei um amigo empresário cuja empresa fatura milhões e na mesa deste não existe um computador, tudo ainda é feito na mão, na caneta, no papel e sinceramente do modo mais arcaico.

Este empresário, como muitos outros que conheço, embora não tenham a humildade de o aceitar, deixaram há muito de ser os motores de propulsão de suas empresas e passaram a ser as “pedras no caminho” que impedem o progresso das mesmas.

E o “engraçado” da questão é que quando lhes perguntamos porque não modernizam seus métodos de controle e de comunicação com seus clientes, nos respondem: isso fugiria de meu controle. Ou seja, o desconhecido os assusta e os impede de progredir.

Quanto aos muitos milhares de utilizadores que como eu se encontram na condição de incompatibilidade de utilização destas tecnologias, sugiro aqui que quem as comercializa promova ações que divulguem não apenas os aparelhos, mas também formação, treinamento, para que aqueles cujo medo por desconhecimento os impede de sua utilização possam sair dessa condição de “pedras no caminho” e possam se juntar ao poderoso exército dos utilizadores das novas tecnologias da comunicação individual e assim terem acesso ás tremendas vantagens que sua ligação com o mundo corporativos lhes pode facultar.

 

Precisamos deixar de ser “pedras no caminho” do progresso e passar a ser pontes para o futuro, mas para que isso aconteça precisamos contar com a vontade individual e o esforço coletivo.

Deixemos pois de ter medo do desconhecido e passemos a ter vontade e desejo de conhecer novas e diferentes formas de solucionar nossas necessidades.

O futuro não espera por nós e quem vive de passado é museu!

Manuel Azevedo


Atendimento

Falar de atendimento hoje, não tem mais o mesmo conceito de alguns anos atrás, em que, atender bem era satisfazer as necessidades, vontades ou desejos do cliente através de bens ou serviços.

Hoje a questão é muito mais ampla, muito mais profunda, e requer por parte do atendente uma maior preparação, pois o cliente não mais se satisfaz só porque conseguiu o produto ou serviço. Hoje, o maior fator de influência nas escolhas que o cliente faz em relação aos locais onde compra seus produtos ou serviços é a forma como na mesma o tratam, ele compra onde se sente mais importante e mais valorizado.

O que ele sente na atenção e no carinho com que o atendem, esse sim é o principal diferencial que está derrubando e erguendo empresas.

Atender bem, é hoje a principal preocupação dos empresários inteligentes, os que possuem uma visão e uma sensibilidade a que podemos chamar, de “ordem superior”.

E o que é curioso é que nas pesquisas que fazemos com o cliente este nos transmite claramente o crescimento quantitativo e qualitativo dos seus conceitos de bom atendimento e consequentemente das suas exigências a este nível.

O cliente de hoje não se satisfaz com um atendimento apenas bom, ele tem consciência de que é possível surpreende-lo e como tal procura as empresas que de alguma forma estão permanentemente á procura da excelência, porque sabe que são essas que na sua incessante busca pelo máximo da qualidade o podem surpreender.

A fidelização do cliente vai muito além da satisfação pelo preço, pelo prazo, pela qualidade do produto e até mesmo pelo bom atendimento, ele quer mais.

Há algum tempo estava fazendo uma pesquisa de satisfação numa loja e fiquei surpreso com a resposta de um cliente, tome muita atenção para você entender, o cliente entrou na loja, o vendedor o atendeu muito bem, cumprimentou-o, deu-lhe as boas vindas, convidou-o a tomar um cafezinho, perguntou-lhe o nome, o que desejava mostrou-lhe várias opções de produto com muita vontade muita educação e muito entusiasmo, fez aquilo a que podemos chamar de, um atendimento impecável, (eu assisti) na saída perguntei-lhe: o que o senhor achou do atendimento? Resposta: normal !

Conclusão, não basta ser bom, isso já é normal, é preciso ser excelente, é preciso surpreender, é preciso encantar.

A esta altura você se estará perguntando, então e o que devo fazer para conseguir isso? É muito fácil, é só ser muito simpático, muito entusiasta, muito comprometido com a empresa, com os produtos e ou serviços que vende e essencialmente com a completa satisfação do cliente, é colocar tudo isso na frente e se prestar a ser um simples mas competente servidor. Demonstrar ao cliente uma sensibilidade e uma grandeza de valores capaz de lhe abrir o coração e o sensibilizar abanando a sua estrutura emocional, pois é aí que se instalam os sentimentos que ligam os seres humanos, os desejos e as vontades de criar laços, de criar vinculo, é aí que atingimos a empatia, um estado de quase graça em que sentimos o sentir do outro.

 E é aí, que pelo encantamento começamos a construir a tão desejada fidelização do nosso querido “Rei Cliente”! 

Manuel Azevedo


Comportamento

“Comportamento é um espelho através do qual os outros nos observam.” 

Você não é o que pensa ser, mas sim o que transmite através de suas atitudes, seus atos, suas palavras, suas decisões, enfim, seu comportamento de uma forma geral.

Comportamento nada mais é que a manifestação extrínseca do conteúdo intrínseco, ou seja, mostramos aos outros através do nosso comportamento aquilo que possuímos como valores, e é pelo que nos observam que eles formam a sua opinião acerca de nós.

Não adianta se iludir querendo que os outros vejam em você uma pessoa boa, de bom caráter, uma pessoa cheia de bons valores, só porque você pensa que é assim, se sente assim e quer ser interpretado assim.

Há dias um aluno me perguntava: Professor, comportamento é genético, ou também se aprende?

Aí está uma boa pergunta, respondi.

Acredito que exista sim uma pequena porcentagem que é de origem genética, quiçá até alguma influência de ordem espiritual, mas é bom lembrar que o livre arbitrio sempre predominará. Ou seja, ainda que não estejamos sendo o que gostaríamos ser, sempre podemos iniciar um processo de mudança interior que nos leve a ser vistos e definidos por quem nos observa como a pessoa que queremos ser.

Comportamento é sem duvida um resultado de um processo educacional, que em minha opinião deve ser constante e permanente.

E por favor, não entre nessa de que os culpados por você ser quem é, e como é, são: o governo, porque não te deu uma escola com o mínimo de qualidade educacional, os seus pais, porque te deixaram com a tua avó, o País, porque não é de (primeiro mundo), a cidade onde você nasceu porque é pequena e de interior, etc. etc.

Por favor não confunda educação com conhecimento, cultura, uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa, tem por aí muito doutor besta e muito analfabeto educado. 

Comportamento não precisa de professor, ou será que você precisa que lhe ensinem que: dizer palavrão, falar alto, chutar, quebrar ou destruir coisas, falar para alguém sem olhar em seus olhos, xingar pessoas quer ausentes quer presentes, fazer fofoca, cuspir no chão, fumar junto de quem não fuma, não respeitar seus superiores ou subordinados, mentir, ser desonesto, não ser pontual, não ser responsável, ser rebelde, ser desobediente, ser incongruente, ser arrogante  etc. etc. fazem parte um comportamento reprovável ? 

Qual é afinal a grande pretensão comportamental do ser humano?

Obviamente que é agradar aos outros!

Bom, se nós queremos agradar aos outros, também é óbvio que não podemos exercer um comportamento virado para dentro, ou seja virado para os nossos interesses e de acordo com os nossos valores, mas sim,  virado para os valores da sociedade, para o chamado senso comum, aquilo que a grande maioria das pessoas acha bom, certo e correto. 

E a questão é muito simples e muito fácil de resolver. Se ao observar os outros você encontra pontos de comportamento suscetíveis de critica, certamente também os pode observar em você mesmo, se você acha errado o procedimento do outro observe e analise o seu, todos nós possuímos essa capacidade analítica, é só ter a humildade de a utilizar e a coragem de mudar. 

É através de nosso comportamento, que nós vamos construindo nosso sucesso ou nosso fracasso.

Uma pessoa de boa índole, de bom coração, e dotada de um comportamento irrepreensível, terá sempre mais facilidade em fazer amigos, criar oportunidades de emprego, ou crescer na empresa que o emprega.

O mundo não é dos técnicos, dos políticos, dos capitalistas ou dos inteligentes, mas sim, dos que dominam inteligentemente a capacidade de se relacionar com todos os outros.

Manuel Azevedo


É difícil Entender a Vida !

Enquanto existirem seres ”humanos” roubando crianças como se fossem animais, fica difícil entender a vida.

Enquanto os órgãos de informação passarem a maior parte de seu tempo divulgando noticias sobre assaltos, violações, tráfico e consumo de drogas, assassinatos e atentados terroristas, fica difícil entender a vida.

Enquanto for necessário fazer campanhas de angariação de alimentos e agasalhos para atenuar a fome e o frio de muitos, fica difícil entender a vida.

Enquanto tiver-mos medo de sair na rua para saborear a vida em plena liberdade, fica difícil entender o que é viver.

Enquanto o direito á saúde e á educação previstos na constituição não forem apenas palavras no papel mas prática em todo o país e para todo o povo, fica muito difícil entender como pode ser bom viver.

Enquanto os valores materiais forem considerados como mais importantes para cimentar os laços de relacionamento com nossos semelhantes, fica difícil entender porque queremos viver.

Enquanto a ternura, a compreensão, o carinho, a amizade e o amor para com os outros não forem em nossos corações as principais razões de nosso viver, fica difícil entender a vida.

Enquanto continuar a ser em vão a nossa luta contra doenças incuráveis, a nossa luta pelos direitos humanos, pela liberdade de expressão e informação, fica muito difícil entender a vida.

Enquanto a humanidade não possuir a sã consciência ecológica de proteger a natureza dando prioridade á preservação da vida, fica difícil entender, porque temos tanta vontade de viver.

Gente ! Vamos fazer um esforço para entender a vida. Vamos apreciar e saborear essa coisa maravilhosa  e tão difícil de entender praticando a cada dia mais e mais aquilo para que fomos criados.

Nós somos uma criação e como tal temos um criador, e todo o criador tem uma missão, um projeto, para a sua criação.

Vamos respeitar o nosso Criador e viver de acordo com as suas leis para que possamos deliciar-nos com o banquete da vida e assim finalmente entender-mos a sua verdadeira essência.

Vamos ser amigos, vamos dar as mãos, vamos amar-nos uns aos outros para que finalmente possamos entender o quanto vale a pena viver.

Manuel Azevedo


Ego cheio de falta de qualidade

Há dias entrei numa loja para fazer uma compra e tive uma das maiores desilusões comerciais da minha vida. A fachada da loja me atraiu por ter em letras gigantescas um nome que por questões éticas aqui não vou revelar, mas que na minha terra natal é muito popular e muito conceituado como de”gente boa”.

As vitrines não estavam um primor de apresentação, mas atendendo a que era segunda feira de manhã, imaginei que todos os colaboradores tivessem tido um excelente sábado de vendas e por isso não lhes tivesse sobrado tempo para as arrumar. O que em meu entender tratariam de fazer na primeira hora do dia.

Entrei na loja e fui surpreendido por  um vendedor que saindo de trás de uma prateleira se atravessou no meu caminho e falou: “Pois não”. Olhei para seu jeito “sem jeito” e como não gosto desse tal de “pois não”, retorqui: porquê pois não? Ao que este sem demora acrescentou: Ói? Pensei para com os meus botões, agora piorou. Foi como se me dissesse: não me vem incomodar “pois não”? E para piorar me dá um gritinho de “oi” e me deixa completamente sem saber o que dizer e o que fazer para dar continuidade á necessidade que me levou a entrar na loja. Mas como já estava ali, embora sentindo toda a hostilidade anticomercial que aos poucos fui vendo que não era apenas da falta de preparação dos profissionais nem das vitrines desarrumadas, pois a loja também tinha uma péssima iluminação e não possuía ar condicionado o que para o clima da cidade se faz absolutamente necessário. Mas vamos em frente, pensei. Vamos transformar um limão numa limonada aproveitando a situação como uma excelente oportunidade para conquistar mais um aprendizado. Tentei usar de toda a delicadeza, usei meu sorriso numero trinta e perguntei: quem é o proprietário desta loja? O vendedor me respondeu: é o senhor ........, o mesmo nome que havia visto na gigantesca fachada. Ele está? Perguntei. Está, mas não atende ninguém.

Bom, fiz mais umas quantas perguntas para ter a certeza de que estaria perante mais uma “absurdisse”comercial e fui embora pensando: mas como é possível que nos dias hoje, em pleno século XXI ainda consigam subsistir empresas com um perfil tão negativo, tão despreparado para enfrentar a concorrência? Se este tipo de empresários tivesse coragem e humildade para dar a seus negócios a qualidade que tentam pôr em suas fachadas que apenas servem para encher seu ego de vaidade, como seria bom para todos nós!

Mais uma oportunidade que a vida me proporcionou para ter reforçada a minha teoria de que: humildade é a maior e mais importante característica do comportamento humano.

E também para poder pôr em duvida a célebre frase da sabedoria popular que diz: “Pelo andar da carruagem se sabe quem lá vai dentro”! 

Manuel Azevedo


Humanização Profissional

Todo o desenvolvimento tecnológico dos últimos anos trouxe muitos benefícios para a humanidade, porém, nossos valores, nossas emoções e até mesmo nossas crenças foram relegados para planos absolutamente inferiores na hierarquia de interesses de quem contrata mão de obra.

Apenas o aprimoramento para a obtenção de resultados em quantidade e qualidade, parecem ser objeto de interesse para o meio empresarial.

Em nosso entender, a humanização profissional não se deve limitar apenas à qualidade do atendimento ou até mesmo do relacionamento interpessoal na organização. Ela precisa ir muito mais além, precisa chegar a cada individuo com suas particularidades, suas singularidades, pois é através dessa valorização individual, desse trabalho com os valores de cada pessoa, que podemos construir em cada individuo as “torres gêmeas” do sucesso – o ser humano e o profissional.

É claro que a competência profissional é muito importante, mas afastada da humanização ela separa, divide o individuo e o torna inseguro de suas atitudes e ações, já a humanização agrega valores que lhe aumentam a autoestima e a autoconfiança e o fortalecem pessoal e profissionalmente.

Viabilizar nas organizações a “Humanização Profissional” é já uma preocupação de muitos dirigentes cuja consciência se apoia na valorização do profissional como um todo e não apenas como um executante de tarefas.

As bases necessárias à criação e ao desenvolvimento de um programa de “Humanização Profissional” na empresa assentam na compreensão, no respeito, na valorização, no reconhecimento, no diálogo e basicamente na aceitação das diferenças que nos marcam como indivíduos.

Garantidamente, uma empresa cujos profissionais sejam preparados para compreender, aceitar e praticar atitudes e ações humanizadoras, terá muito mais facilidade em construir uma equipe de sucesso e com resultados avassaladores. 

Manuel Azevedo


Liderar é mostrar o caminho!

Muito se fala nos últimos tempos sobre a importância de possuir uma equipe vencedora para obter resultados de sucesso. Claro que uma equipe vencedora necessita possuir alguns valores que consideramos imprescindíveis para que esta possa realmente alcançar seus objetivos com alguma destreza, ainda que pelo caminho encontre algumas dificuldades e tenha que fazer alguns sacrifícios. Os valores também são de nosso conhecimento e vamos aqui destacar apenas alguns para relembrar:  competência, determinação, disciplina, compromisso, coragem, respeito entre os membros, honestidade, motivação, etc. etc.

Porém, hoje quero apenas vos falar sobre a importância do líder no seu papel de desbravador mostrando o caminho a seus seguidores.

É comum em nossos treinamentos em empresas a quem prestamos consultoria nos depararmos com líderes que acham que a equipe tem o dever de seguir em frente mesmo na ausência de seu líder, sendo que muitas vezes esta equipe não tem nem noção de qual direção tomar. É sem dúvida alguma de responsabilidade do líder abrir e mostrar o caminho. Um dos piores erros que um líder pode cometer é o de pensar que cada membro de sua equipe é absolutamente capacitado para fazer o que é necessário ser feito sem que suas ações passem pelo planejamento, pela organização e pela supervisão de suas lideranças.

Se suas metas e seus objetivos não estiverem bem claros e definidos a equipe encontra mais e maiores dificuldades até mesmo para tomar suas mais simples decisões. Cabe ao líder estar presente em todos os momentos em que as circunstâncias exijam à equipe uma tomada de decisão, um redirecionamento ou até mesmo uma ação comum.

Por muito que possamos almejar uma equipe que faça acontecer tendo a consciência de fazer o que é necessário ser feito sem que para isso alguém tenha que lhes dizer a todo o momento, é bom entender que a presença do líder sempre proporciona à equipe um conjunto de valores que reforçam sua atitude e enriquecem a performance de suas ações.

Os elogios do líder na hora certa, após cada ação vitoriosa engrandecem a autoestima e reforçam a autoconfiança dos membros da equipe.

Saber que seu líder confia em seu trabalho pode sim dar forças à equipe para conseguir sua automotivação, mas a presença deste será sempre um importante reforço para sua autoconfiança.

Saiba pois, ser um líder presente para mostrar para sua equipe com muita clareza o passo seguinte de sua caminhada rumo ao SUCESSO!!! 

Manuel Azevedo


Para mudar e aprimorar é preciso acreditar e incluir.

Para que o esforço de aprimorar possa produzir resultados satisfatórios e convincentes é necessário que todos os membros da equipe acreditem piamente que o processo vai funcionar. Qualquer duvida colocará em risco todo processo.

As empresas investem em treinamento acreditando que o “milagre” vai acontecer, que tudo vai mudar, que os resultados serão grandiosos e garantidos, mas se esquecem de pesquisar em que condições se encontra a estrutura de cada individuo que faz parte da proposta de mudança. É como jogar sementes à terra sem primeiro averiguar se esta pode fornecer às sementes todos os nutrientes que as mesmas necessitam para nascer e crescer com a qualidade que possa resultar numa excelente colheita.

As pessoas precisam ser preparadas para assimilar os conceitos, os métodos e sistemas que pretendem provocar a mudança para que dessa forma possam sentir o interesse de se comprometerem e de chamarem para si toda a responsabilidade pela obtenção dos objetivos propostos. Sem a cooperação entusiástica de todos os participantes no processo este se torna frágil e dificilmente atinge os resultados a que se propõe.

As pessoas não querem mais aceitar propostas de mudança como pacotes fechados  sem pelo menos terem sido consultadas sobre seu conteúdo. Elas querem a mudança sim, mas uma mudança que os inclua, que inclua suas opiniões, que inclua seus valores e essencialmente que as inclua e não apenas as utilize.

Propor grandes reformas, grandes mudanças nas organizações sem a total participação daqueles que as terão que operar pode sim ser uma fria. 

Manuel Azevedo


Pessoas ou processos?

A humanidade vive uma era de transição que segundo alguns especialistas se pode aceitar como mudança da geração X para a geração Y. Esta mesma linguagem é também aceite na área corporativa para definir o estilo de liderança ou chefia exercido pelos responsáveis  por equipes de trabalho.

Na geração X a metodologia se apoia em rígidas regras de controle e os métodos e sistemas organizacionais se sobrepõem às pessoas. Já na geração Y, o foco são exatamente as pessoas. Isso não quer dizer que se abandonou completamente todo e qualquer sistema de controle, mas sim que se valorizaram mais as características de cada individuo. Ou seja, as empresas estão mais interessadas no potencial de cada pessoa, querem cada vez mais poder ter a pessoa como um todo e não apenas como uma parte.

Na geração X se obrigavam as pessoas a marcar o ponto com seus horários de entrada e de saída na empresa para poder controlar seu tempo de permanência na mesma.

A produtividade era calculada em tempo e resultados.

Na geração Y vamos mais longe e damos mais liberdade ao trabalhador, ou seja, nos interessa o que ele produz, o que ele cria, o que ele pensa, o grau de responsabilidade com que ele se dedica e se entrega à sua função, e isso nos permite lhe dar  um retorno com compensações que lhe proporcionam melhor qualidade de vida.

Exemplos: horário flexível, ambiente de trabalho mais agradável e humanizado, comunicação transparente, etc.

Alguns recentes estudos nos indicam esta nova forma de tratar as pessoas na empresa como uma tendência irreversível, não obstante o fato de a mesma ter um razoável grau de contestação por parte de muitos gerentes e administradores, pois ainda segundo estes é necessário que todas estas tão profundas transformações sejam acompanhadas de toda uma metodologia educacional que nos permita ter mais confiança no caráter de cada trabalhador. Afinal, e ainda segundo eles, estamos passando para as pessoas toda a responsabilidade por construir resultados e isso era na geração X apenas cabível às chefias. Estarão as pessoas preparadas para isso?

A nós nos resta apoiar e dar as boas vindas à geração Y, pois acreditamos que a humanização profissional  valoriza mais as pessoas e as torna mais felizes! 

Manuel Azevedo


Trocar seis por meia dúzia

Ao longo da minha carreira como consultor tenho me deparado inúmeras vezes com a circunstância da troca de colaboradores nas empresas, que por motivos vários quase sempre entendem ser mais fácil ou até mais interessante trocar seus colaboradores que proporcionar a estes as condições que lhes permitam aprender a melhorar o que estão fazendo errado no entender da empresa.

Um profissional não é e nunca será um produto acabado. Pelo contrário, ele é e sempre será um produto em constante processo de aperfeiçoamento, e a organização é e sempre será sua principal escola profissional.

É necessário que tanto as organizações quanto suas lideranças entendam seus papeis de escolas e professores para seus colaboradores e como tal se aceitem como coresponsáveis por seus resultados de crescimento e produtividade.

Claro que trocar é mais fácil, mas quanto custa para a organização um elevado turn over de colaboradores? A rotatividade é sempre muito dispendiosa.

Para o processo que se inicia com sua entrada na organização e vai até ao ponto de se poder considerar em seu máximo desempenho, todo o profissional precisa de tempo, e no mundo corporativo, “tempo é dinheiro”.

Em nossa opinião é necessário que tanto o profissional quanto a organização entendam a importância de manter sempre bem abertos os canais de comunicação para que mínimos detalhes sejam esclarecidos com absoluta transparência e possam assim dar a ambas as partes a oportunidade de se afinarem entre si para que ambos saiam ganhando.

Acreditamos que para um profissional possam ser de grande importância algumas mudanças de organização durante sua carreira porque estas certamente lhe proporcionarão crescimento e maturidade profissional, mas para produzir efeitos positivos estas mudanças devem ser conscienciosamente ponderadas e absolutamente responsáveis, ou seja, sem exageros, sem o “trocar por trocar, mudar por mudar”.

Para as organizações também é importante ter novas ideias, novas e diferentes formas de ver, de pensar e de fazer as coisas, e estas novidades quase sempre são trazidas por novos colaboradores, mas também aqui apelamos ao bom senso, à ponderação e ao cuidado extremo para evitar a eventual rotatividade desnecessária e dispendiosa.

Certamente é no equilíbrio que se encontram os melhores resultados, pois muitas vezes o que vemos é simplesmente trocar por trocar e na grande maioria dos casos “trocar seis por meia dúzia”. 

Manuel Azevedo


Viver

Viver é entender a maravilha que somos como criação divina, é contemplar o universo no micro e no macrocosmos e perceber a existência de Deus em cada um dos seus equilibrados movimentos.

Viver é sentir vibrar o coração quando se lembra de alguém que se ama.

Viver é amar ao nosso semelhante como a nós próprios, é dar ao mundo mais que este nos dá e sentir-se feliz por isso.

Viver é observar em silêncio a presença de Deus na paz de uma criança dormindo.

Viver é poder compreender que o tempo que passou não volta mais e que é necessário valorizar cada momento da nossa existência porque logo logo fará parte do passado.

Viver é aprender mais e mais a cada dia, é crescer, mudar, evoluir para conquistar o merecimento de ser chamado de criação de Deus.

Viver é dar sem esperar receber, uma caricia, um abraço, um conselho, ou até um pedaço de pão, viver é isso, é dar sem esperar receber.

Viver é comprometer-se e deixar um mundo melhor aos filhos sem esquecer de deixar os melhores filhos ao mundo.

Viver é lutar pela justiça, pela igualdade é ser humilde e disciplinado é ser leal, honesto e honrado para que Deus se orgulhe de nós.

Viver é perdoar completamente, é esquecer as mágoas, viver é ter fé e dar sempre mais uma oportunidade aos outros e a nós próprios.

Viver é gozar e saborear profundamente os momentos belos que a vida nos dá e saber guardá-los eternamente na memória para em silêncio.

Viver é sonhar, é apaixonar-se, é sofrer, é rir, é cantar, é chorar...

Viver é gostar do Sol, da chuva, do calor, do frio, das cores do arco iris e também dos dias cinzentos.

Viver é gritar bem alto aos sete ventos do mundo que a vida é muito bela e vale a pena ser vivida! 

Manuel Azevedo


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